Castanhola, cada macaco no seu galho.Castanhola wrote:Mas não é suposto os problemas desportivos serem resolvidos na justiça desportiva? Não é o CJ a mais alta instância para esse fim? Não merece respeito porquê? E porquê só agora? Porque agora não dá jeito?
Um Tribunal Civil tem meios de investigação e poderes para julgar casos de corrupção.
Um Tribunal Civil não pode contudo decretar a descida de divisão de um clube, ou suspensão de competições desportivas de um atleta de um dirigente.
É tão simples quanto isso. O Tribunal Civil diz se há ou não corrupção. O Desportivo aplica a pena desportiva correspondente.
Quem diz que não merece respeito é Freitas do Amaral. Se leste o Parecer sabes porquê. Citando as conclusões:
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Com responsabilidades desiguais – maiores as do
presidente, intermédias as de poucos, e pequenas ou
nenhumas da parte de vários -, o CJ desacreditou-se aos
olhos dos Portugueses e deu, infelizmente, uma má imagem do
futebol português no estrangeiro.Castanhola, tens que sublinhar o "se", em vez do castigue-se.Castanhola wrote:Se há corrupção ou tentativa de corrupção actue-se, seja sobre quem for. E depressa. Se dantes não iam para os tribunais civis porque devem ir agora?
Se vires bem, é a mesma coisa com as dívidas à Segurança Social ou com o Doping:
-SE a Seg.Social dizer que o clube tem dívidas, a Liga recusa a sua inscrição;
-SE o LAD provar que um jogador usou Doping, a Liga suspende-o;
Em nenhum dos casos se pode aplicar penas disciplinares com base em suspeitas, acusações ou investigações. A justiça desportiva aplica as suas penas com base nas conclusões de quem tem competências para investigar.
Repara que não foi o clube que foi para os tribunais civis. A Liga é que instaurou um processo disciplinar com base num processo civil ainda por concluir.
1 - Não foi de modo nenhuma questão de fundo da reuniãoCastanhola wrote:E uma das questões de fundo da reunião voltou a ser a questão das escutas. Porquê tanta preocupação em que não sejam consideradas? Imagina que as escutas mostram claramente que houve corrupção ou tentativa de corrupção, mas que são declaradas ilegais pelos tribunais civis devido a uma questão processual. O que se devia fazer nesse caso? Porque os tribunais civis iam ficar de mãos atadas e sem poder fazer nada, se não houvesse outros indícios. Não devia haver condenação pela justiça desportiva?
2 - As escutas foram consideradas, constavam do acordão enviado pelo Tribunal
3 - As escutas provaram que uma das testemunhas mentia e absolveram o réu.
4 - Castigar alguém por uma suspeita acho errado, mas confirmar o castigo depois da absolvição acho criminoso.
5 - O Parecer remete-se apenas a questões de procedimentos, não a matéria de facto.
6 - Condenar alguém que foi considerado inocente? Porquê, porque dá jeito?
Concordo que foram cometidos uma série de erros. Só com 8 páginas de filosofia se consegue sugerir que foram premeditados e explico de seguida. Concordo que não havia fundamento para Carrajola Abreu ser suspenso e que um insulto, mesmo proferido de pé, não é propriamente um tumulto. Daí a premeditar que alguém se ia levantar e insultar, para depois invocar uma clausula legal vai uma distância. Mas concordo que a tentativa de fechar a reunião é fruto da incapacidade de controlar o modo como decorria.Castanhola wrote:Para terminar, se leste o parecer concordarás que foi vergonhoso o que tentou fazer o presidente do CJ. Quanto ao vice-presidente penso que explicou aos vogais porque se ia embora e não voltava.
Agora o que me parece é que a haver nova reunião (ou parte de reunião), esta deveria ter tido lugar no Sábado ou no Domingo, nunca da madrugada e cheia de erros processuais. Das seis decisões tomadas, o parecer considera 2 inúteis, 2 anuláveis e uma nula. A que sobra foi a decisão de comunicar as decisões tomadas à AG da Federação. Após estas 6 fantásticas decisões foram votados 7 recursos. A julgar pela qualidade das decisões que os precederam...
Sobre o vice-presidente, o parecer mostra que ele abandonou a sala após o fim da reunião (primeira parte) e antes desta ser reaberta. A minha interpretação pessoal é que quando abandonou a sala a reunião estava terminada, e as tentativas de demover o presidente da decisão (errada) tinham falhado. O vice-presidente deveria ter sido chamado a participar nas segundas e terceiras partes. (Não é pela influência nas votações, não mudava nada, é apenas a meu ver mais um vício nos procedimentos.
Bolas, hoje só escrevo testamentos. Só queria acabar por dizer que acho muito bem que se castiguem os culpados, e até repito que em casos de corrupção o mínimo para mim aceitável é descida de divisão. Não me importo de ver o meu clube a descer de divisão e vou continuar a ir ao estádio apoiá-lo. Agora condenado a meio da madrugada por meio concelho, numa reunião repleta de erros processuais, quando em matéria de facto é condenado num processo do qual já foi ilibado, bem... aí desculpem mas não posso aceitar.
