pipocadoce wrote:Como não encontrei um tópicco para os Dots em geral deixo aqui o elogio ao
mapa do lmviterbo após o encontro em Itália.
Estava à espera que nos contasses algo pelo menos no Off topic.
Hei-de contar tudo no encontro de Junho em Vila Viçosa.
Pois é, tens razão, nunca mais contei a história de como fui "assaltado" por um polícia e o levei a ser expulso da PSP (pelo menos foi o que me disseram), à conta dumas notinhas; e agora vamos lá a ver se perco a preguiça natural e conto o meu périplo por Itália.
Não vou falar muito do WEBTM, até porque só estive num terço de encontro, se tanto. Mas a minha viagem foi gira. E estou muito feliz por ter impresso e levado um
mapa com pontos, e por ter estudado, antes de partir, os
Borghi più belli d'Italia (e ter descoberto assim terras fantásticas como Castell'Arquato). Foi uma viagem sobretudo de caça aos pontos, caça à comida genuína e caça às mais belas vilas e aldeias (sem esquecer as fantásticas cidades de Verona, Mântua, Módena e Parma, além das duas do encontro, é claro).
Ora aqui vão umas imagens referentes a meia dúzia de momentos que valeram a pena:

Jantar à chegada a Verona com um grupo que nos convidou a juntarmo-nos a eles depois de lhes termos perguntado na rua onde poderíamos comer uma boa
pastisada de' caval e outras comidas genuinamente veronesas
(não era este grupo mas era do género; o restaurante na foto é o mesmo mas na antiga morada; está mudado mas continua fantástico)

Andrea e Lisa, anfitriões do couchsurfing (CS), a 15 km de Verona, numa casa lindíssima. Uma festa com 30 amigos esperava-nos à chegada. São veroneses, tocam música clássica indiana e esta foto foi tirada em Faro. Em casa deles conhecemos também aqueles que viriam a ser nossos anfitriões uns dias mais tarde: Paola e Federico.

Gelado com vinagre balsâmico tradicional de Módena (aceto balsamico tradizionale di Modena = ABTM)
Um "extravecchio 30 anni" foi o que nos serviram sobre três bolas de gelado artesanal de baunilha, num restaurante em Bolonha, com muito melhor aspecto do que este da foto, e sem a parvoíce da bolacha de baunilha.
Fiquei a saber que o vinagre balsâmico "de Módena" que por aí se vê nos supermercados a preços exorbitantes é uma tristeza sem interesse nenhum.

A nossa anfitriã CS em Bolonha, russa. Aliás, uma das três russas que partilhavam o apartamento (e também a cama, durante a nossa estada — a cama delas, entenda-se).
Pus a foto maiorzinha por generosidade para com quem está sempre a comentar a beleza da juventude feminina.

O próprio ABTM, de que acabámos por comprar umas garrafitas (lindas, desenhadas pelo Giugiaro, exclusivas para o genuíno ABTM) numa charcutaria muito simpática, em Módena, claro (cidade linda!). O dono recomendou-nos o almoço ali perto, numa "tasca" que viríamos a perceber ser totalmente inesquecível, a Trattoria Ermès.

interior:

A dita Trattoria, onde fomos atendidos, é claro, pelo próprio Ermès, que é uma
figura mítica de Módena e de toda a Itália. Sem qualquer dúvida a experiência prandial mais genuína que tivemos.

O grande Ermès. Tem direito a foto especial aqui. E a mulher, Bruna, que está na cozinha, também teria direito — mas não a encontrei na web.

Paola e Federico, os nossos anfitriões em Verona, da segunda vez que lá estivemos. É impossível ser mais bem recebido: um jantar soberbo, um vinho muito bom, um doce fantástico, pão excelente (coisa praticamente impossível de encontrar em Itália, ao contrário das massas, claro), conversa muitíssimo interessante. Em suma, comemos, convivemos e dormimos como uns lordes.

Arena romana de Verona. O mais próximo que já estive de estar no fulcro do Império Romano (nunca fui a Roma). Mérida tinha-me irritado, com as suas pedras de plástico; aqui tudo é milenar e tratado com extremo cuidado. Dimensão impressionante, desenho oval fantástico.

A Salumeria Verdi, em Parma, onde comprámos alguns meios quilos de queijo parmesão (incluindo um "extra di montagna"). Estou ansioso por oferecê-lo para poder prová-lo.
Castell'Arquato: a Idade Média surge de repente no meio da planície. A mais bonita aldeia que visitei desta vez. Perfeitamente comparável a uma outra vila de que nunca me esqueci, apesar de já lá ter estado há 20 anos: Assis.

Ser acordado por dois carabinieri às 5 da manhã, porque tinham uma denúncia de que a minha identidade tinha sido roubada. Não, não tinha.
(Mas foi, isso sim, perdida em São Pedro do Sul em Dezembro, e encontrada por alguém que a entregou na GNR, que então me telefonou a avisar e depois ma enviou para casa. Provavelmente, fizeram a declaração de roubo em vez de perda, e depois esqueceram-se de exarar o auto de estorno, se é que pode chamar assim…)