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Re: EBT Dots Portugal Continental 114+1

Posted: Wed Mar 26, 2014 4:30 am
by lmviterbo
Castanhola wrote:como se definem os dots na latitude ±180°? Isto porque 180/0,42038216560509554140127388535032 não dá um resultado inteiro, nem próximo disso, obtendo-se cerca de 428,181818.

[…]
Isso quer dizer que ao longo do meridiano ±180° há uma linha de dots com dimensão diferente?
Questão muito interessante.

Já estou meio a dormir, por isso é possível que não faça sentido o que vou dizer.

Com um ponto fixo e estendendo daí os quadrados da grelha em todas as direções, não é possível fazermos o arco de meridiano diferente exatamente onde nos der mais jeito? E, nesse caso, não será possível encontrar um arco de meridiano de amplitude menor do que os normais dos dots (isto é, o arco restante) numa zona onda não haja nenhuma possibildade de registo, isto é, que só inclua mar e ilhas ou pedaços de terra não habitados? Por exemplo, em torno do meridiano que passa no Monte Recheshnoi, de modo a que não apanhe Nikolski, que é o único local habitado da ilha onde se situa esse monte.

Re: EBT Dots Portugal Continental 114+1

Posted: Wed Mar 26, 2014 9:36 am
by lamegated
Eu bem disse que isto era só para "experts";

Manta - a minha ideia era mesmo uma numeração normal, tipo :
Dot 1 - Moledo/Vila Praia de Âncora
Dot 2 - Paredes de Coura
Dot 3 - Chaves
Dot 4 - Bragança
Dot 5 - Porto
e assim sucessivamente....

Miguel - a minha ideia era apenas a numeração dos dots "portugueses" para um jogo nosso (e neste caso não temos o problema dos dots sem localidades), se fosse pensada a expansão a questão da numeração que referi acima já teria de ser repensada (como por exemplo aonde fica o nº 1; como se contabilizam os dots totalmente maritimos ; e aqueles que não tendo localidades têm terra firme - ainda assim é possível obter notas nessas coordenadas - criar-se-ia a localidade do dot "X" ?

Re: EBT Dots Portugal Continental 114+1

Posted: Wed Mar 26, 2014 10:03 am
by Castanhola
lmviterbo wrote:Com um ponto fixo e estendendo daí os quadrados da grelha em todas as direções, não é possível fazermos o arco de meridiano diferente exatamente onde nos der mais jeito? E, nesse caso, não será possível encontrar um arco de meridiano de amplitude menor do que os normais dos dots (isto é, o arco restante) numa zona onda não haja nenhuma possibildade de registo, isto é, que só inclua mar e ilhas ou pedaços de terra não habitados? Por exemplo, em torno do meridiano que passa no Monte Recheshnoi, de modo a que não apanhe Nikolski, que é o único local habitado da ilha onde se situa esse monte.
Inicialmente imaginei que a longitude ±180° não apanhasse terra, apenas o oceano, uma vez que é no meio do Pacífico. Mas dei logo com aquelas ilhas que referenciei, nessa latitude.

Agora a questão não é o que podemos fazer, mas saber o que está realmente implementado no EBT, porque com certeza que alguém já pensou nisto antes. Ou seja, se vou estender a grelha a todo o mundo, quero que isso seja feito seguindo rigorosamente o que está implementado no EBT, ou o mapa não servirá o seu objetivo. Por isso queria saber as regras de definição dos dots atualmente em vigor no EBT.

Quanto à numeração dos dots, realmente já existia uma numeração dos ditos, no mapa que nos dava a contagem dos nossos dots na Europa. Pessoalmente parece-me mais interessante a imagem gráfica dos dots que temos e dos que nos faltam. Até porque um dot são cerca de 30 km à nossa latitude e tem habitualmente muitas localidades.

Re: EBT Dots Portugal Continental 114+1

Posted: Mon Oct 20, 2014 3:14 am
by CarlosManta
Só para avisar que os mapas "funcionam outra vez".

Ou seja, que há magia de novo no site do EBT e os links para o google maps estão de novo operacionais, com os mapas sobrepostos aos Google Maps, excelentes notícias para Dothunters.

Re: EBT Dots Portugal Continental 114+1

Posted: Mon Oct 20, 2014 11:20 am
by Castanhola
lmviterbo wrote:Já viste o que voltou a funcionar (graças ao trabalho do wisi)?
https://pt.eurobilltracker.com/map/user ... engine=gmb" onclick="window.open(this.href);return false;
CarlosManta wrote:Só para avisar que os mapas "funcionam outra vez". Ou seja, que há magia de novo no site do EBT e os links para o google maps estão de novo operacionais, com os mapas sobrepostos aos Google Maps, excelentes notícias para Dothunters.

Fui alertado para isso por uma PM do lmviterbo e agora por este teu post. Excelente. :D Só faltam mesmo possibilidade de ver em pormenor os locais onde registámos as notas, como dantes. o que provavelmente será feito mais tarde.

Mas tive a curiosidade de ir ver o que acontecia na linha de mudança de data, uma vez que 360° não é um múltiplo da definição que eu conheço de largura dos dots, como já aqui tinha referido em tempos (ver dois posta acima). Sempre tive curiosidade de perceber como resolviam essa coisa, se havia ali uma coluna de dots mais estreitos ou mais largos ou outra coisa qualquer.

E o que reparei é que existe ali uma terra de ninguém na grelha agora implementada. Indo por ocidente ou por oriente, a grelha termina em zonas distintas, como na imagem abaixo, naquela língua de ilhas a sul do mar de Bering (os pintados fui eu que os acrescentei para se ver melhor a questão). Gostava de saber a resposta a esta questão. :roll:
dots_linha_hora.png
dots_linha_hora.png (27.52 KiB) Viewed 6805 times

Re: EBT Dots Portugal Continental 114+1

Posted: Tue Oct 21, 2014 7:09 am
by lmviterbo
Estive a analisar de novo o problema e cheguei a novas conclusões.

1. A grelha atual é um arredondamento da original mas sem nenhuma diferença prática. Em vez de 66/157, a largura de grelha é agora um número décima finita quase igual. E, em vez de estar ancorada exatemente nos -12 de latitude, passa a um mícron dessa linha. Aqui está o que se pode ler em lib_googlemap.js:

//constants
var dotheight = 0.28;
var dotwidth = 0.4203821656050955414;

//anchors
var minlat = -89.72;
var maxlat = 89.76;
var minlon = -178.89171974522292993630573248395;
var maxlon = 179.69426751592356687898089171965;

Se bem percebo, a precisão destas constantes é desnecessária, já que, mesmo com precisão de 64 bits, tudo o que esteja além dos 15 dígitos significativos é ignorado — o que, no caso das latitudes, representa 12 casas decimais. Além disso, um erro na 11ª casa decimal corresponde mais ou menos a um mícron, por isso mesmo nos quase mil dots de largura total da grelha nos quase 360º que preenche, o erro acumulado não ultrapassa um milímetro.

2. Não percebo porque é que a longitude mínima não apanha mais duas colunas de dots a oeste. Para aproveitar o máximo possível e deixar apenas uma faixa não mapeada em dots, podia chegar aos -179,732484076432º. A grelha tem agora 853 dots, quando podia ter 855 (ou mesmo 856 mas ver limitação que menciono de seguida).

3. Se a constante minlon for alterada para -179,732484076432, mesmo assim fica uma faixa não mapeada, com mais de 60 km de largura no equador. Isto é mais do que a largura de um dot mas parece-me provável que não seja tecnicamente possível definir minlon = 180,152866242037, que é maior do que maxlon e maior do que 180º. Não vejo razão nenhuma para não se alterar a constante minlon.

4. Mesmo que se altere a longitude mínima desta forma, continua a haver alguns lugares
  1. que calham fora da grelha;
  2. onde é possível obter notas;
  3. e cujas coordenadas poderão um dia estar registadas no EBT
São muito poucos, a não ser nas Ilhas Fiji. Mas neste momento, continua a não haver pontos fora da grelha com registos no EBT.

Segue-se a lista de pontos, corrigida:
  • Na Rússia, o posto de Zvjozdny na ilha de Wrangel, onde está uma dúzia de cientistas e onde vão às vezes expedições porque a ilha é património mundial da UNESCO.
  • Ainda na Rússia, mais a sul, no distrito de Iultinsky, 5 pequenas localidades: Ryrkaipiy, Mys Shmidta, Amguema, Egvekinot, Uelkal (no total, com 4500 pessoas).
  • No Alasca (Estados Unidos), o canto leste da ilha deserta de Semisopochnoi (ou Unyak). As expedições devem ser muito raras apesar de fazer parte do Alaska Maritime National Wildlife Refuge.
  • Em Tuvalu, as ilhas do atol de Nukulaelae (393 habitantes espalhados por várias localidades).
  • Em Fiji, uma quantidade não negligenciável de pequenas localidades nas províncias de Macuata, Cakaudrove e Lau.
Apesar de não serem muitos pontos no total, infelizmente existem e poderão um dia vir a criar um problema.

5. Para evitar o problema da faixa fora da grelha, deveria alterar-se a grelha de modo a que preenchesse por completo os 360º. Isso só é possível alterando a largura dos dots. Mas, se isso for feito, com certeza grandes caçadores de pontos perderão um ou outro, o que, mesmo ganhando outros, pode significar ficarem com um buraco no mapa muito difícil de voltar a conquistar.

Mesmo assim, se a alteração for feita, o número de dots à volta do globo deveria passar a ser de 857 em vez dos atuais 855 possíveis (e 853 reais). Com precisão de apenas 8 casas decimais para o tamanho do dot (0,42007001º), os 360º são, na prática, divisíveis em 857 partes iguais (apenas 0,00000143º, ou menos de 15 cm, de diferença no equador). Mesmo com precisão de 7 casas decimais do dot (0,4200700º), a diferença no equador é ainda de apenas 0,00001º, ou cerca de 1,11 m.

Para não haver nenhuma faixa perdida, a grelha deveria começar nos -180º. À latitude da sede do ECB em Frankfurt (50,1089111º), a largura do dot seria assim de cerca de 30049,13 metros, quando atualmente é de 30071,0 metros.

Quanto às latitudes extremas, é contraproducente definir pontos fora da projeção usada no Google Maps, cujos limites são -85,06 e 85,06º. De qualquer forma, fora destes limites não há lugares habitados onde adquirir notas, à exceção do Polo Sul, do acampamento russo Barneo (que só funciona em Abril), e do Polo Norte (que não é habitado nem sequer temporariamente mas onde é possível adquirir notas de outros membros de uma eventual expedição).

Os dots têm atualmente de altura 0,28º. Para que na Eurotower de Frankfurt o dot seja um quadrado perfeito, deveriam ter 0,27015040º. Sendo assim, a base do mapa há de começar 314,5 dots abaixo do equador, a -84,9623008º. E acaba os mesmos 314,5 dots acima do equador, claro. O mapa fica assim com 629x857 dots. (Nota: ao colocar o equador a atravessar um ponto e não como divisão entre dois pontos, garante-se que uma nota obtida no equador tenha um ponto inequivocamente atribuído.)

Em suma, no mapa ideal os dados deviam ser:


//constants
var dotheight = 0.27015040;
var dotwidth = 0.42007001;

//anchors
var minlat = -84.9623008;
var maxlat = 84.9623008;
var minlon = -180;
var maxlon = 179.99999857;


[edit: refiz os cálculos e mudei o número de dots do mapa ideal, que tinha inicialmente dito serem 628x858; acrescentei os limites das latitudes extremas do mapa ideal; corrigi duas pequenas gralhas, uma delas importante, já que dizia «À longitude de Frankfurt» onde queria dizer «À latitude de Frankfurt»; corrigi.]

Re: EBT Dots Portugal Continental 114+1

Posted: Sat Aug 08, 2015 12:00 pm
by Eureka.72
Com esta e esta nota consegui o dot das Berlengas... :mrgreen: passo assim a ter 93 dots continentais. :D

Re: EBT Dots Portugal Continental 114+1

Posted: Sun Aug 09, 2015 7:45 am
by lmviterbo
Hei de fazer uma petição para mudar a grelha de dots (de acordo com as ideias que expus ali atrás).

Por agora, fica aqui um bonito gif mostrando onde é agora e onde vai parar o dot de Frankfurt.
Frankfurt dot compare -ezgif.com-maker.gif
Frankfurt dot compare -ezgif.com-maker.gif (538.37 KiB) Viewed 6436 times

Re: EBT Dots Portugal Continental 114+1

Posted: Sat Aug 15, 2015 12:14 pm
by Castanhola
Alterações serão inevitáveis. Mas eu ficava mais feliz com uma solução que não alterasse tanto os dots da Europa (eu e provavelmente muitos outros). Talvez partindo das atuais coordenadas do ponto inicial da grelha, apesar dos problemas que referiste associados a essa opção, que ainda não vi em pormenor. :roll:

Re: EBT Dots Portugal Continental 114+1

Posted: Wed Sep 16, 2015 12:21 am
by lmviterbo
O mapa anterior tinha erros (e um deles era ter usado a sede antiga do ECB, em vez da nova). Aqui vai o mapa correto. Nota importante: o Equador divide os dots exatamente ao meio, de modo a que qualquer nota obtida em pleno Equador fica num dot preciso.
Ideal vs current EBT grid - Frankfurt.png
Ideal vs current EBT grid - Frankfurt.png (1.15 MiB) Viewed 6349 times
Mapa também aqui.

Re: EBT Dots Portugal Continental 114+1

Posted: Wed Sep 16, 2015 9:39 am
by Castanhola
Continua a mexer demais para meu gosto, no sentido da latitude. Isto foi porque tu alteraste a grelha para o equador dividir os dots ao meio? Repara que a meu ver isso não é problema. Mesmo que o equador esteja no limite dos dots não haverá problema, porque o latitude zero corresponderá sempre a um dos dots (o que se pode discutir é se ficará nos dots encostados ao equador do hemisfério norte ou do sul). Aliás isso pode sempre acontecer quando as coordenadas de um local caiam no limite preciso dos dots. Ou seja, prefiro esta pequena ambiguidade do que ter os dots a mexer tanto.

Re: EBT Dots Portugal Continental 114+1

Posted: Thu Jun 30, 2016 12:03 pm
by A. Simões
O mapa de Dots deixou de funcionar?

Re: EBT Dots Portugal Continental 114+1

Posted: Thu Jun 30, 2016 3:33 pm
by Castanhola
A. Simões wrote:O mapa de Dots deixou de funcionar?
Parece-me tudo bem.

Re: EBT Dots Portugal Continental 114+1

Posted: Thu Jun 30, 2016 4:53 pm
by lmviterbo
O mapa de dots continua a funcionar mas desde há umas semanas não deixa ver os dots nem o total. Felizmente há uma solução para contornar o problema: basta ir ao menu (à direita em cima; diz "EBT") e desmarcar e voltar a marcar "Dotmap". Tem de se fazer isso de cada vez que se abre o mapa.

Re: EBT Dots Portugal Continental 114+1

Posted: Thu Jun 30, 2016 5:16 pm
by A. Simões
lmviterbo wrote:O mapa de dots continua a funcionar mas desde há umas semanas não deixa ver os dots nem o total. Felizmente há uma solução para contornar o problema: basta ir ao menu (à direita em cima; diz "EBT") e desmarcar e voltar a marcar "Dotmap". Tem de se fazer isso de cada vez que se abre o mapa.
Resolveu o problema